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Fórmula errada

Unidades da UO-RNCE estão sem serviço de portaria

Para o secretário-geral do SINDIPETRO-RN, situação é reflexo da terceirização desenfreada

01 de fevereiro de 2018 às 10:41

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Foto: Deivson Mendes

O ano não começou bem para os trabalhadores e trabalhadoras da FÓRMULA Construção e Serviços que prestam serviço à Petrobrás. A estatal rescindiu neste mês de janeiro o contrato com a terceirizada que era responsável pelo serviço de recepção nas bases da Unidade de Operações de Exploração e Produção do Rio Grande do Norte e Ceará – UO-RNCE. Na ocasião, a empresa estava com menos de seis meses de contrato ativo e já apresentava problemas na folha de pagamento dos trabalhadores.

A situação foi agravada quando o salário de novembro, que deveria ter sido depositado até o 5º dia útil de dezembro, só foi pago no final deste mês. E, até o momento, os salários do mês de janeiro ainda não foram pagos, o que motivou a descontinuidade do contrato com a Petrobrás.

Como consequência da má administração da terceirizada, cerca de 150 trabalhadores e trabalhadoras estão em casa, sem receber os salários e sem saber quando vão receber a rescisão, ou mesmo se esta será paga de fato.

Para tapar o buraco nas bases operacionais e administrativas, a Petrobrás está usando um contingente excedente de uma outra empresa privada. Porém, o quantitativo ainda não é suficiente para a atividade, sendo que algumas áreas operacionais estão descobertas, sem o serviço. O cenário é de abandono.

De acordo com o secretário-geral do SINDIPETRO-RN, Pedro Lúcio, o caso não surpreende e já é um reflexo do processo de terceirização desenfreado aplicado pela administração da Petrobrás. “A terceirização predatória, agravada pela Lei de Terceirização aprovada pelo Congresso Nacional a mando de Temer, só tem gerado esse quadro de desemprego, alta rotatividade, redução de salários, aumento no número de acidentes e, recorrentemente, falta do pagamento dos direitos trabalhistas”.

O secretário ainda complementa, afirmando que “a história mostra que a terceirização não é a saída para a retomada do crescimento da economia do país e nem a para geração de empregos. É necessário garantir distribuição de riqueza e renda para a redução da desigualdade, além de planejamento e investimento em empresas nacionais, comprometidas com o desenvolvimento socioeconômico de Estados e municípios para que os mesmos possam prestar os serviços públicos necessários à melhoria na qualidade de vida da população”.

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