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Venda de campos petrolíferos do RN permanece obscura

25 de março de 2019 às 17:51

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Foto: Christian Vasconcelos

Em reunião realizada na manhã desta segunda-feira, 25, em Natal, que contou com a presença do gerente geral da UO-RNCE, Tuerte Rolim, a Diretoria Colegiada do SINDIPETRO-RN tornou a cobrar da Direção da Petrobrás mais transparência com relação aos processos de venda de campos petrolíferos na Bacia Potiguar.

Apontando o processo que visa a alienação do chamado Polo Riacho da Forquilha como exemplo de transação obscura, imbróglio cujas muitas dúvidas ainda precisam ser esclarecidas, a representação sindical também reclamou acesso às informações sobre o andamento da venda de 54 poços de campos petrolíferos situados em águas rasas.

O início da fase vinculante do processo competitivo para a cessão da totalidade dos direitos de exploração, desenvolvimento e produção desses 54 poços, que integram o chamado Polo Rio Grande do Norte, foi anunciado pela Petrobrás, no dia 11 de março, por meio de sua página de relacionamento com investidores.

A área em oferta compreende as concessões de Agulha, Cioba, Ubarana, Oeste de Ubarana, Pescada e Arabaiana, com produção média diária de 5.300 boe, aferida no 1º semestre de 2017. Segundo o teaser que anuncia a intenção de venda, “todas as 25 plataformas fixas, dutos de exportação e um duto de importação de água para injeção estão incluídos no perímetro da potencial transação”.

Desconhecimento e insegurança

Reconhecendo a importância da previsibilidade para que se possa fazer as transições situacionais da melhor forma possível, o gerente geral da UO-RNCE, Tuerte Rolim, admitiu um clima de insegurança e ansiedade entre os trabalhadores, mas afirmou que não tem os detalhes das coisas que estão acontecendo. “Se não está havendo divulgação é porque algumas informações devem mesmo ter caráter sigiloso”, presumiu.

Tuerte também afirmou que sua preocupação maior é “com a mobilização das pessoas”; revelou que os desinvestimentos, se concretizados, devem “reduzir a produção da Petrobrás no RN para algo entre 58 e 60%”; e que, em consequência, “a companhia deverá readequar a estrutura ao seu novo tamanho”. Com relação a isto, entretanto, o gerente assegurou que não existe nada definido.

Reforçamento da luta

Para fortalecer a luta contra a venda dos campos de produção da Petrobrás no RN, o SINDIPETRO está buscando reforçar o trabalho em diversas frentes. Para tanto, os esforços de articulação realizados no início deste ano, junto aos parlamentares federais, deverão ser ampliados com o convite ao ingresso de novos protagonistas, especialmente nas esferas estadual e municipal.

Na área jurídica, em um esforço coordenado com outros sindicatos de petroleiros do País, busca-se constituir assistência especializada, capaz de solicitar informações, interpor ações, representações e medidas administrativas junto a órgãos como ANP, CVM, Bolsa de Nova Iorque, TCU, MME, MPF, MP estadual, dentre outros, a fim de que se possa adotar iniciativas na esfera do direito administrativo, civil, parlamentar e constitucional, visando a defesa de direitos e interesses dos trabalhadores.

 

 

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