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insegurança

Vigilante é morto durante assalto em campo terrestre na Bahia

Condições precárias de trabalho e segurança nas instalações já haviam sido denunciadas pelo Sindicato

18 de fevereiro de 2013 às 15:19

Apesar das diversas advertências feitas pelo Sindipetro-BA, denunciando as condições precárias de trabalho e segurança nas estações dos campos de produção terrestre do estado, a Petrobrás nada fez e continua colocando em risco a vida dos trabalhadores. O resultado foi a morte de um vigilante que prestava serviços para a Empresa na Estação Almeida, uma das bases operacionais do campo de Taquipe, no Recôncavo Baiano. Cláudio Alves da Silva, 40 anos, foi assassinado em serviço, durante um assalto à estação, no último dia 15. 

Uma morte anunciada, que poderia ter sido evitada se a Petrobrás atendesse as reivindicações que o Sindipetro vinha cobrando há nove meses, para garantir a segurança dos trabalhadores nas estações de produção do interior do estado. Essas unidades são cercadas por arames farpados, sem qualquer infraestrutura que diminua a vulnerabilidade dos operadores e vigilantes.

Vítima da irresponsabilidade e do descaso dos gestores da Petrobrás, que têm cortado investimentos nos campos terrestres, Cláudio perdeu a vida de forma precoce e, lamentavelmente, previsível.  Ele era contratado da empresa MAP há três anos, mas já era vigilante antigo das estações do campo de Taquipe, tendo, inclusive, sido vítima de calote por uma das empresas para as quais trabalhara. Cláudio deixa órfão um filho adolescente, de apenas 15 anos.

 

(Da FUP, com títulos da Redação)

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