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POLÍTICA

Visitante não deve ditar regras para país visitado, diz ministro ao comentar ida de Dilma a Cuba 02/02/2012 - 10h52

Para ele, a intenção de Dilmafoidefender uma postura mais séria na discussão sobre os direitos humanos

02 de fevereiro de 2012 às 16:25

Brasília – Ao comentar as declarações feitas pela presidenta Dilma Rousseff esta semana durantevisita a Cuba, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, avaliou hoje (2) que a questão dos direitos humanos é de tamanha importância e nobreza que não pode se prestar a ser um “mero ataque diversionista” para atingir um governo.

Na visita, a presidenta evitou discutir o tema direitos humanos. “As pessoas estão um pouco habituadas a um comportamento que já se teve na história e muito inadequado de você chegar a um país como visitante e ditar regras para aquele visitado. Isso é um comportamento imperial que não deve caber ao Brasil e a presidenta Dilma jamais faria isso”, disse o ministro. “Seria adequado que ela fizesse alguma crítica a Cuba, se for o caso, aqui no Brasil, não lá no país que ela está visitando”, completou.

Ao participar do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela EBC Serviços em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência, Carvalho disse ainda que há um “silêncio cúmplice” em relação à prisão da base norte-americana na Baía de Guantánamo.

“A presidenta citou Guantánamo porque é bom lembrar que há um grande enfoque da questão de direitos humanos apenas em países como Cuba e ela fez questão de lembrar que, na própria ilha, há um pedaço do território que não pertence a Cuba e pertence aos Estados Unidos, onde a violação dos direitos humanos é histórica.”

Para ele, a intenção de Dilma não foi a de se omitir em relação às violações registradas em Cuba, mas defender uma postura mais séria na discussão sobre os direitos humanos. “Ou se faz isso de maneira séria em todo o mundo, com a autocrítica necessária em cada um dos países, ou isso serve apenas para fazer um ataque político a este ou àquele país”, concluiu.

 

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Edição: Juliana Andrade // Matéria alterada para acréscimo e esclarecimento de informações

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