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Histórico

Origem do SINDIPETRO-RN

A história do movimento sindical petroleiro teve origem na Bahia, onde foi perfurado o primeiro poço de petróleo do país, na cidade de Lobato, em 1931. Somente em 1948, a Refinaria Landulfo Alves começou a funcionar, em Mataripe. A partir dessas atividades, os trabalhadores foram se organizando e em 1957 fundaram o primeiro Sindicato dos Petroleiros do Brasil, o antigo STIEP (Sindicato dos Trabalhadores de Extração de Petróleo). Mais tarde, surgiu o primeiro sindipetro, organização sindical dos trabalhadores do refino.

Até 1965, a Bahia era o único estado brasileiro que produzia petróleo. Com a expansão das atividades petrolíferas pelo país, foram surgindo outros sindicatos. A ditadura militar, que se instalou no país em 1964, interrompeu esse processo. Mesmo assim, em 1984, já existiam 16 sindicatos de petroleiros no Brasil. Um deles, o SINDIPETRO-RN, que surgiu com o início da exploração de petróleo na bacia potiguar.

Os relatos da existência de petróleo no RN começaram muito antes da Petrobrás existir, com os registros do padre Florêncio Gomes, em 1853. Mas as primeiras atividades de pesquisa iniciaram-se em 1943. O primeiro poço perfurado em solo potiguar data de 1956, na cidade de Grossos. Porém, o grande impulso às atividades petrolíferas no RN ocorreu com o início da produção do campo de Ubarana em 1976 e do campo terrestre de Mossoró em 1979. Foi na região oeste do Estado que surgiram os maiores campos de produção em várias cidades. À produção destes campos terrestres veio somar a crescente descoberta de petróleo na bacia marítima do RN e CE. Com o passar dos anos, o crescimento vertiginoso da produção colocou a região como segundo produtor de petróleo do país.

Em 1983 foi criado o Pólo Industrial de Guamaré. Dois anos depois, instalada a UPGN e, em seguida, as estações de tratamento de óleo, o gasoduto nordestão, as unidades de tratamento de díesel e mais recentemente a planta de QAV.

Nesse contexto, não demorou muito para que surgisse também o projeto político-sindical de organização da força de trabalho, em torno de uma entidade. No início, na forma de uma associação que, anos depois, foi transformada em sindicato. Ambas marcaram a luta da categoria petroleira até se tornar referência dentro dos movimentos políticos e sociais do país, numa história de resistência e conquistas, avanços e consciências.

A origem da organização sindical dos petroleiros do RN está relacionada com a luta pela criação da ASPERN (Associação Profissional dos Trabalhadores na Indústria de Destilação e Refinação de Petróleo do RN), em 27 de novembro de 1980. Naquele dia, em assembléia convocada por edital, realizada no prédio nº 572 da Praça André de Albuquerque, em Natal, apenas 12 pessoas assinaram a lista da ata para criar a entidade. Ao final da reunião, foi eleita a primeira diretoria, tendo à frente o petroleiro Marturino Cassemiro de Araújo.

No início, a associação instalou-se numa sede-provisória (à rua Sílvio Pélico, no Alecrim) e definiu como fonte de renda 1% do salário-básico dos associados. A partir daí, uma série de fatores dificultou o avanço da entidade, como a demissão do presidente Marturino, da Petrobras.

Um ano e nove meses depois, com poucos sócios, a Associação era mais um embrião de organização, enquanto no cenário nacional a categoria avançava com o 1º Congresso Nacional, sem a delegação do RN. Nessa época, mais de dez sindipetros ja atuavam no país. A associação não conseguia cumprir as exigências legais – que não eram poucas – impostas pelo regime militar. Mal saiu do papel e chegou quase a cair no ostracismo. Legalmente quase não existia. Sobrevivia.

No dia 21 de julho 1982, um grupo de petroleiros convocou assembléia. Fez um diagnóstico da situação e tomou a decisão de reorganizar a entidade. Em nova eleição, no dia 27 de agosto de 1982 foi eleita a segunda diretoria da associação. Por força de adequação dos estatutos, essa diretoria foi submetida à nova eleição, em assembléia-geral no dia 16 de novembro de 1982.

No início de 1983, a associação se instalou num dos edifícios mais imponentes de Natal à época, o “Mendes Carlos”. Ao mesmo tempo, a nova diretoria empreendeu uma intensa peregrinação para regularizar a situação jurídica da entidade. No dia 30 de novembro de 1982, o Ministério do Trabalho concedeu o “Certificado de Registro de Associação Profissional”, documento imprescindível a que entidade pudesse ser transformada posteriormente em sindicato.

Para conseguir a condição de sindicato, a diretoria enfrentou inúmeros desafios, como o de aumentar o número de associados. De 11 sócios em agosto de 81, passou para 114 no início de janeiro de 1983. No final de fevereiro, já estava com mais de 400.

No dia 14 de julho de 1983, a Associação mudou de sede, passando a funcionar numa casa alugada à rua Cel. José Bernardo, 991, no Alecrim. Em novas eleições, de 19 a 21 de dezembro de 1984, com três chapas concorrendo e 472 votantes, foi eleita a última diretoria da associação.

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