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É hora de a sociedade pressionar o Judiciário, diz cientista político

27 de January de 2012 às 08:56

Cientista político Antonio Spinelli exorta pressão e analisa: caberá ao eleitorado punir nas urnas os condenados que disputarão vaga na CMN.

Proferida sentença monocrática que levou à condenação de 16 réus da Operação Impacto, o processo caminha para os recursos em instâncias superiores. A hora é de a sociedade civil organizada se mobilizar, pública e democraticamente, para pressionar o Judiciário por uma decisão célere. Também é chegado o momento de amadurecer o pensamento político iniciado em 2008, quando o eleitorado rechaçou vários réus e impediu a reeleição de alguns vereadores agora sabidamente corruptos.

Essa é a avaliação que cientista político e professor da UFRN, Antonio Spinelli, fez sobre o primeiro desfecho da Operação Impacto, cuja sentença ele analisou como exemplar e promissora. “Essa decisão dá alento e esperança às pessoas que acreditam que ainda é possível fazer política seriamente e punir os desvios de conduta”, comentou Spinelli em entrevista ao Nominuto.com.

O especialista adverte para a necessidade de conscientização do eleitorado. Os condenados por corrupção passiva apenas serão enquadrados pela Lei da Ficha Limpa no caso de decisão colegiada manter a sentença do juiz Raimundo Carlyle.

Spinelli aponta opção alternativa: “É preciso que haja conscientização do eleitorado, para que, na ocasião de essas pessoas se candidatarem, haver punição através das urnas”. Para ele, a pressão também deve ser direcionada ao Judiciário, no sentido de haver manifestação em tempo hábil.

Influência política

O cientista social não tem dúvidas de que haverá interferência política nas decisões das instâncias superiores. “Essas pessoas afetadas têm suas redes políticas e vão mobilizá-las. Vão pressionar às escuras, por detrás das cortinas. É por isso que há necessidade de a sociedade se organizar para também haver pressão; essa, democrática”.

Por outro, também haverá influência no voto do eleitor. Spinelli acredita que o movimento de amadurecimento iniciado em 2008, quando se rechaçou vários réus da Operação Impacto, será ampliado nas eleições de outubro próximo.

Ele sugeriu que esse é o momento de as redes sociais se mobilizarem em favor dessa corrente pública de reação.

Nominuto.com

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