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Com 78% dos votos, petroleiros norte-rio-grandenses rejeitam contraproposta da Petrobrás

31 de August de 2019 às 19:42

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Foto: Arquivo

Mesmo realizando um intenso trabalho de assédio a gerências, supervisores, coordenadores e chefias, o alto comando da Petrobrás foi derrotado mais uma vez pela categoria petroleira. Ao final da Assembleia Geral, a rejeição à contraproposta de Acordo Coletivo (ACT) apresentada pela Companhia foi acachapante. Com 77,9% dos mais de mil votos colhidos em 17 sessões deliberativas, realizadas em áreas administrativas e operacionais, trabalhadores e trabalhadoras da Petrobrás no Rio Grande do Norte rejeitaram com veemência a subtração de direitos e o retrocesso nas relações de trabalho.


Além da recusa à contraproposta rebaixada feita pela empresa, a categoria ratificou outros três indicativos defendidos pela FUP/FNP e Sindicatos: manutenção da negociação coletiva nos pontos em que houver divergência, com 83,1% de votos a favor, 15,2% contra e 1,7% de abstenções; prorrogação dos efeitos do ACT atual enquanto houver negociação, com 83,5% de aprovação, 13,4% contrários e 3,1% de abstenções; e, finalmente, deflagração de greve, com 66,6% dos votos, caso a empresa decida atacar o patrimônio jurídico da categoria, retirando algum direito durante o processo negocial.

Encaminhamentos

Na manhã desta segunda-feira, 2, a Diretoria Colegiada do SINDIPETRO-RN promove uma videoconferência, reunindo diretores nas sedes de Natal e Mossoró. Além de avaliar os resultados obtidos na Assembleia Geral do RN e de outros Estados, os diretores analisarão a tática de negociação empregada pela Petrobrás e definirão novos encaminhamentos. Sentindo a consumação da derrota de sua contraproposta nas assembleias, a Direção da Companhia entrou com pedido de mediação do ACT, no Tribunal Superior do Trabalho – TST.

Na primeira reunião, realizada na quinta-feira, 29, quando muitos sindicatos, a exemplo do SINDIPETRO-RN, ainda realizavam consultas aos trabalhadores, a Direção da Petrobrás não aceitou a proposta das federações nacionais (FUP e FNP) de prorrogar o atual Acordo Coletivo e manter o processo de discussão em mesa de negociação, na própria empresa. O ministro do TST também propôs que a empresa prorrogue o ACT em vigor que dê continuidade à mediação no Tribunal. A Petrobrás tem até às 10h00 de segunda-feira, 2, para responder se aceita ou não a proposta do TST.

 

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