Pular para o menu
1303933523

Ministra afirma que geração de empregos vai cair em 2011

27 de April de 2011 às 16:45

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou nesta terça-feira (26) que a geração de empregos deve cair em 2011. Em audiência na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, a ministra afirmou que a economia continuará crescendo, mas o efeito na criação de postos de trabalho não registrará recordes como nos anos anteriores.

- O país vai continuar gerando empregos, não no mesmo patamar dos anos anteriores, mas ainda alto. Em muitos setores da economia podemos considerar que haverá pleno emprego. Isso nos coloca desafios importantes, como na educação, no ensino técnico e na qualificação da mão de obra.

Miriam Belchior aproveitou para dizer que a presidente Dilma Rousseff vai lançar, provavelmente no mês que vem, o Pronatec (Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica). O programa é uma espécie de Fies do ensino técnico e vai oferecer bolsas e facilidades de pagamentos para impulsionar as matrículas em setores que precisarão de mão de obra especializada nos próximos anos, como a construção civil.

Na apresentação feita pela ministra, no entanto, há uma disparidade entre a previsão de criação de empregos feita pelo Planejamento e pelo Ministério do Trabalho. No ano passado, foram criadas 2,5 milhões de vagas com carteira assinada. O ministro Carlos Lupi trabalha com um crescimento nessa geração, que pode atingir 3 milhões de postos de trabalho.


Enquanto Lupi não dá as razões que poderiam fazer com que o Brasil batesse novo recorde, Miriam Belchior afirmou, durante a audiência na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, que a economia deve crescer menos em 2011, principalmente após as medidas de restrição ao crédito feitas pelo governo para tentar controlar a inflação. A ministra chamou o crescimento no crédito de "galinha dos ovos de ouro" da economia.

- Não podemos matar nossa galinha dos ovos de ouro. O mercado interno foi fundamental na época de crise. Precisamos mantê-lo, mas numa situação mais tranquila que no passado. É uma redução seletiva do consumo, e não do investimento. Continuamos estimulando o investimento porque ele é fundamental para o crescimento sustentável do país.

Miriam reafirmou que o governo está atento e vem trabalhando para reduzir a inflação. Ela aproveitou para dizer que a situação brasileira é mais confortável que a de outros países. Para a ministra, o processo de aumento de preços tem mais a ver com causas externas, como encarecimento das commodities e dos alimentos, do que com a demanda interna.

- Ela [a inflação] depende de medidas internacionais, mas estamos atentos para impedir o contágio desses fatores internacionais para dentro de nossa economia. No Brasil, ela é proporcionalmente inferior a outros países. Na China, ela saltou de 2,4% para 5,4%; no Canadá de 1,4% para 3,3%; e no Brasil, de 5,2% para 6,3%, que é nossa previsão para 2011.

Fonte: R7

Compartilhar: