Pular para o menu
1582056763

Petroleiros do Polo de Guamaré realizam grande ato contra demissões da Petrobrás

Ação convocada pelo do Sindicato contou com apoio de trabalhadores próprios e privados, além do MST

18 de February de 2020 às 17:12

destaque

Foto: Alexandre Domingos

Fortes e com disposição de luta, petroleiros realizaram um grande ato como forma de protesto em frente o Ativo de Guamaré na manhã desta terça-feira, dia 18. A ação fez parte do calendário de greve da categoria iniciada no último dia 1º de fevereiro e tem como objetivo barrar demissões, transferências arbitrarias, venda de ativos no Sistema Petrobrás e em defesa do Acordo Coletivo de Trabalho, que está sendo desrespeitado pela Companhia. 

O ato teve início às 9h em frente o estacionamento da base e contou com a participação de petroleiros, terceirizados e membros do Movimento Sem Terra (MST), sem que houvesse obstrução de passagem durante a atividade.

Mostrando que a luta não encerra quando a aposentadoria chega, a diretoria do SINDIPETRO-RN reuniu dezenas de aposentados e petroleiros que estavam de folga para somar na luta em defesa da Petrobrás. 

Durante as falas, os dirigentes do SINDIPETRO-RN debateram sobre o quadro nacional da greve e sobre a atuação autoritária do TST sobre o movimento grevista que já reúne mais 20 mil petroleiros em todo o país. 

Na oportunidade, o diretor do SINDIPETRO-RN, José Araújo destacou o protagonismo dos petroleiros na greve de 1995 que teve duração de 32 dias e que impediu a privatização completa da Petrobrás. 

“Durante a greve de maio de 1995, os petroleiros resistiram às manipulações e repressões do governo e à campanha escancarada da mídia para tentar jogar a população contra a categoria. Milhares de trabalhadores foram arbitrariamente demitidos, punidos e enfrentaram o Exército”, relembrou o dirigente.

De acordo com José, o ato de hoje é uma resposta à decisão do Ministro do TST, Ives Gandra Martins, que declarou a greve abusiva e ilegal, e determinou que a Petrobrás tome sanções contra os grevistas, o que revoltou a categoria manifestando toda sua indignação contra essa decisão

"O Movimento dos Petroleiros é legítimo, é Constitucional e legal. Utilizando-se de todo seu ódio e servilismo, o ministro ignora todos os recursos da categoria e, de forma maliciosa, proíbe a greve até o dia 9 de março, quando a Seção de Dissídios Coletivos (SDC) - julgará o recurso dos petroleiros", afirma José Araújo.

O dirigente ainda completa sua opinião dizendo, "essa arbitrariedade do Ministro em julgar a ação nessa data é estratégica, visto que a SDC terá uma nova composição, com ministros alinhados com o projeto de destruição da Petrobrás".

O também diretor do SINDIPETRO-RN, Divanilton Pereira completou essa retrospectiva destacando que a greve de 95 despertou um movimento nacional de solidariedade e unidade de classe. “Foi um movimento que ecoou por todas as bases do país chamado somos todos petroleiros”.

O ato em Guamaré destacou o papel das comissões atuantes em Brasília em defesa da Petrobrás, e contou, ainda, com depoimentos marcantes de vários dirigentes do SINDIPETRO-RN e de militantes do MST.

Compartilhar: