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Um passo atrás

Reichstul nomeado para Câmara de Gestão

Lógica do ex-presidente da Petrobrás é de desmonte, sucateamento, terceirização e privatização

24 de May de 2011 às 12:00

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Foto: Arquivo

Coerente com a política macroeconômica que vem sendo posta em prática pelo Governo Federal, e que, equivocadamente, identifica o custeio da administração pública como o principal problema da economia brasileira, a presidenta Dilma Rousseff anunciou, no último dia 11, a instalação da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade.

Segundo a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, a Câmara terá, entre outras atribuições, a missão de assessorar a presidenta “na melhoria da gestão pública, a fim de reduzir custos, aumentar a produtividade e a competitividade, e otimizar sistemas de compras”. Pela ótica do governo, portanto, nada a estranhar com relação à composição da Câmara que é formada, exclusivamente, por ministros e empresários.

A ministra Miriam defendeu o trabalho da Câmara, afirmando que  “para garantir competitividade ao país, precisaremos adotar novas tecnologias de gestão, de informação, incorporar indicadores de resultados e continuar valorizando de forma responsável os servidores públicos”.

Composição – A Câmara será formada pelos empresários Jorge Gerdau, Abílio Diniz, Antônio Maciel Neto e – pasmem! – pelo ex-presidente da Petrobrás, Henri Reichstul. Para os mais jovens é bom lembrar que Reichstul presidiu a Petrobrás entre 1999 e 2001, e que, nesse período, como gestor, tentou modificar o nome da Petrobrás para Petrobrax; entregou parte dos ativos da companhia ao capital privado; retalhou a empresa em 40 unidades de negócio; além de ter em seu currículo o sucateamento e perda de equipamentos (afundamento da P-36); inúmeros acidentes de trabalho, com dezenas de mortes e expressivos impactos ambientais.

Será esse o modelo de gestão que a presidenta pretende implantar?

Além dos empresários, participam do grupo os ministros titulares da Fazenda; Planejamento; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e, claro: Antonio Palocci, da Casa Civil.

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