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Sindicatos egípcios convocam greve geral e desafiam novo toque de recolher

31 de January de 2011 às 15:33

Sindicatos egípcios convocaram para esta segunda-feira (31) uma greve geral para pressionar pela renúncia do presidente Hosni Mubarak, em meio aos mais intensos protestos no país em três décadas. A greve foi convocada nas principais cidades egípcias: Cairo, Alexandria, Suez e Port Said.

O governo, por sua vez, anunciou a ampliação do toque de recolher até as 8h (4h em Brasília) desta terça-feira (1º/2).

Segundo representantes da oposição, os protestos, que entraram no sétimo dia e já deixaram mais de cem mortos, continuarão até que haja uma ampla reforma política e econômica no Egito.

Manifestantes dizem aceitar um governo de transição e querem a convocação de eleições diretas e transparentes. Na área econômica, querem medidas para combater o desemprego e incentivar a economia.

Cerca de 50 mil manifestantes continuavam reunidos na praça Tahrir, no centro do Cairo, na manhã desta segunda-feira, cercados por tanques do Exército e desafiando o toque de recolher imposto pelo governo.
As forças militares, no entanto, têm evitado atacar manifestantes e foram registradas cenas de confraternização entre militares e a população.

Há informações de que a polícia, instituição vista por muitos como uma ferramenta de repressão do governo, voltou às ruas nesta segunda-feira, após autoridades terem determinado a retirada de parte das forças na sexta-feira.

Segundo analistas, essa ausência contribuiu para o aumento de saques e vandalismo. Opositores vêm nessa ausência temporária dos policiais nas ruas uma estratégia do governo para criar um clima de caos.
Em alguns bairros do Cairo e de outras cidades, moradores montaram barricadas, armados com bastões e facões para proteger suas residências e lojas contra saques e vandalismo.

Os distúrbios, batizados de "Dia da Fúria" por alguns ativistas na internet, foram inspirados na "Revolução do Jasmim", que derrubou o presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, há duas semanas. No Iêmen e na Jordânia também foram registradas manifestações.

Portal CTB

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